Fui ao 6 º Congresso Internacional de Museus e nós vi lá Por Silvana Gimenes

by - janeiro 24, 2020


(Texto en español a continuación)
Em tempos tão difícil para a Cultura neste país e para as pessoas com deficiência e toda a diversidade de modo geral , presenciamos um sopro de vida inteligente , com a realização entre os dias 27 e 29 de novembro , na cidade de São Paulo, da sexta edição do Congresso Internacional de Educação e Acessibilidade em Museus e Patrimônio (Cieamp). Mas o que temos a ver com isso, muita coisa , este grande encontro de Museus de vários partes do Brasil e do mundo teve como principal eixo temático a participação do público na criação e nas ações de educação e acessibilidade em museus . Mas o que destaco como um ato de coragem e resistência dos organizadores , foi sob a designação “Nada sobre nós sem nós”, reunir conferencistas brasileiros e estrangeiros , para discutir o nosso papel , o nosso lugar na construção de espaços que acolhe a todos sem distinção . Em uma semana que o Governo tenta nos roubar na mão grande o direito ao trabalho, a nossa autonomia o nosso direito à visibilidade, todas as ações contaram com interpretação em Libras, audiodescrição, guia-intérprete e tradução simultânea em português e espanhol. Sediado habitualmente na Europa, o Cieamp ocorre pela primeira vez em território brasileiro, como resultado de uma parceria entre o Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB/USP), o instituto Itaú Cultural e o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) e foi incrível . Estive lá como ouvinte e palestrando e observei que os museus estão preocupados em atender as pessoas com deficiência, com transtornos psíquicos e toda a diversidade não só como públicos mas como produtores da arte e cultura de um povo, representantes de uma geração que busca se posicionar para além dos corpos considerados dissonantes e divergentes do padrão seja na forma de se comunicar, seja na forma de se apresentar. Estar vivo é um ato de criatividade e sutilezas , que por vezes o pincel, o instrumento musical, o bailar do corpos, não defini claramente sua potencia . Grandes experiências foram compartilhadas e aprendidas por todos , por meio das mesas-redondas, sessões de comunicação oral selecionadas pela direção científica do congresso, os estudo de caso e as visitas técnicas a museus e exposições, os saberes ali colocados, nós fez e faz refletirmos , sobre a necessidade dos Museus deixarem de ser o “local sagrado da salvaguarda do belo, criativo e cultural” e passar a ser um espaço que educa e constrói identidades saudáveis e conscientes da sua historia e do seu poder transformador pela arte e cultura. O mais incrível e que assistimos a palestrantes com deficiência auditiva, cadeirantes , Cegos Surdos entre outras apresentarem sua visam e seu trabalho na construção de uma cultura acessível a todos, sem suposições baseados na prática diária . 

Sai de lá com duas certezas a primeira é que a cultura rompe barreiras e por isso devemos apoiar sempre e a segunda é que por incrível que pareça, em muitos aspectos o Brasil está bem representados na área de acessibilidade cultural, na fruição cultural e é neste aspecto que sai de lá com a frase da musica de Chico Buarque ecoando na minha cabeça, que diz “apesar de você amanha será há de ser um novo dia ....... “Quando chegar o momento Esse meu sofrimento ,Vou cobrar com juros, juro; Todo esse amor reprimido Esse grito contido Este samba no escuro ”.


as atividades da programação


– a ser realizada, Brasil, de 2019 – possui como principal Os direitos humanos e a acessibilidade ao patrimônio histórico também fazem parte das discussões. em uma programação que inclui. Inscrições As inscrições para o 6o Congresso Internacional de Educação e Acessibilidade em Museus e Patrimônio estão esgotadas e aconteceram em duas chamadas, entre agosto e outubro de 2019, com um total de 224 vagas tanto para residentes do estado de São Paulo quanto para aqueles que residem fora do estado de São Paulo e estrangeiros. Os inscritos são pesquisadores, docentes e estudantes dos campos da cultura, das artes, da educação, da museologia, da arquitetura, da psicologia, da inclusão social, da acessibilidade, da terapia ocupacional e de áreas correlatas; profissionais de museus, espaços culturais, organizações de atenção à pessoa com deficiência e de proteção dos direitos humanos; e órgãos públicos e secretarias ligados à cultura, à educação, à assistência social e aos direitos humanos. As chamadas para submissão de trabalhos para as comunicações orais já estão encerradas, e as propostas selecionadas, bem como o programa de sessões, estão disponíveis no site do IEB/USP. *A inscrição para as sessões de comunicação oral será presencial, em listas a ser disponibilizadas na mesa de credenciamento durante o evento. A inscrição para as visitas técnicas às instituições acontecerá também durante o congresso. Os participantes do congresso receberão certificado emitido pelo Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB/USP), que será enviado por e-mail após o evento. Os temas podem ser conferidos por meio do link www.ieb.usp.br/6cieamp-submissao


Silvana Gimenes

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(Traducción al español)

Fui al 6to Congreso Internacional de Museos y nos vi ahí - por Silvana Gimenes


En tiempos tan difíciles para la Cultura en este país y para las personas con discapacidad y en general, toda la diversidad, estamos siendo testigos de un soplo de vida inteligente, con la realización entre los días 27 y 29 de noviembre, en la ciudad de San Pablo, de la sexta edición del Congreso Internacional de Educación y Accesibilidad en Museos y Patrimonios (Cieamp). Pero qué tenemos que ver con esto? Mucho: este gran encuentro de Museos de varias partes de Brasil y del mundo tuvo como principal eje temático la participación del público en la creación y en la acciones de educación y accesibilidad en museos.    


Pero lo que destacó como un acto de coraje y resistencia de los organizadores, fue sobre la consigna “Nada sobre nosotros sin nosotros”, reunir conferencistas brasileros y extranjeros, para discutir nuestro papel, nuestro lugar en la construcción de espacios que acogen a todos sin distinción. En una semana en que el gobierno intenta robarnos abiertamente el derecho al trabajo, a nuestra autonomía y nuestro derecho a ser visibles, todas las acciones contaron con interpretación en Lengua de Señas, audiodescripción, intérprete-guía y traducción simultánea en portugués y español. Ubicado habitualmente en Europa, el Cieamp se presenta por primera vez en territorio brasilero, como resultado de una cooperación entre el Instituto de Estudios Brasileros de la Universidad de San Pablo (IEB/USP), el instituto Itaú Cultural y el Museo de Arte Moderna de San Pablo (MAM/SP) y fue increíble. 


Estuve allá como oyente y dando una disertación y observé que los museos están enfocando su atención en atender a las personas con discapacidad, con trastornos psíquicos y toda la diversidad no sólo como público sino como productores del arte y la cultura de un pueblo, representantes de una generación que busca posicionarse más allá de los cuerpos considerados disonantes y divergentes de lo impuesto, sea en la forma de comunicarse o de presentarse. Estar vivo es un acto de creatividad y sutileza, a veces, el pincel, el instrumento musical, el bailar de los cuerpos, no define claramente su potencia.  


Grandes experiencias fueron compartidas y aprendidas por todos, por medio de las mesas redondas, sesiones de comunicación oral seleccionadas por la dirección científica del congreso, los estudios de casos y las visitas técnicas a museos y exposiciones, los saberes allí colocados, nos hizo e hizo reflexionar, sobre la necesidad de que los Museos dejaran de ser el “lugar sagrado de la salvaguarda de lo bello, creativo y cultural” y pasar a ser un espacio que educa y construye identidades saludables y conscientes de su historia y de su poder transformador para el arte y la cultura. Lo más increíble es que presenciamos a disertantes con discapacidad auditiva, usuarios de silla de ruedas, ciegos, sordos entre otras, presentaron sus metas y sus trabajos en la construcción de una cultura accesible a todos, sin suposiciones, basados en la práctica diaria.


Salí de ahí con dos certezas, la primera es que la cultura rompe barreras y por eso la debemos apoyar siempre y la segunda es que por increíble que parezca, en muchos aspectos Brasil está bien representado en el área de accesibilidad cultural, en el disfrute cultural y es en este aspecto que salí de ahí con la frase de la canción de Chico Buarque sonando en mi cabeza, que dice “a pesar de usted, mañana va a ser un nuevo día …...  Cuando llegue el momento, mi sufrimiento, lo cobraré con intereses, lo juro; Todo ese amor reprimido Ese grito contenido Esta samba en lo oscuro”.


Las actividades de la programación a ser realizada en Brasil, 2019, tienen como foco principal los derechos humanos y la accesibilidad al patrimonio histórico. También forman parte de las discusiones, en una programación que las incluye. Las inscripciones para el 6o Congreso Internacional de Educación y Accesibilidad en Museos y Patrimonio están agotadas y sucederán en dos tandas, entre agosto y octubre de 2019, con un total de 224 cupos tanto para residentes del estado de San Pablo como para aquellos que residen fuera del estado de San Pablo y extranjeros.


Los inscriptos son investigadores, docentes y estudiantes de las áreas de la cultura, las artes, la educación, la museología, la arquitectura, la psicología, la inclusión social, la accesibilidad, la terapia ocupacional y de áreas correlativas; profesionales de museos, espacios culturales, organizaciones de atención a la persona con discapacidad y de protección de los derechos humanos; y organismos públicos y secretarías relacionadas a la cultura, la educación, la asistencia social y los derechos humanos. Las llamadas para la postulación de trabajos para las presentaciones orales ya están cerradas y las propuestas seleccionadas, como la programación de las sesiones, están disponibles en la página del IEB/USP.


*La inscripción para las sesiones de presentaciones orales será presencial, en listas que estarán disponibles en la mesa de acreditación durante el evento. La inscripción para las visitas técnicas a las instituciones sucederá también durante el congreso. Los participantes del congreso recibirán un certificado emitido por el Instituto de Estudios Brasileros de la Universidad de San Pablo (IEB/USP), que será enviado por e-mail después del evento. Se puede acceder a los temas a través del link www.ieb.usp.br/6cieamp-submissao.

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