Invisibilização por Aléxia Steim

by - novembro 26, 2019



(Texto en español a continuación)


Durante os últimos tempos eu tenho ouvido muito falar sobre tornar visíveis lutas sociais como direitos da mulher, direitos de pessoas negras, direitos de pessoas LGBT+… Tenho visto eventos serem criados, rodas de conversas serem propostas, lugares de fala sendo ocupados… Porém, onde estão as pessoas com deficiência neste meio? Onde se fala sobre deficiências?

Raramente presenciei, no meio de eventos criados para falar sobre minorias, uma roda de conversa rápida sobre deficiências. Entre dois dias de evento, trinta minutos foram tirados para falar sobre nossos corpos, sobre nossos direitos.

Com isto, fico me questionando: O que há de errado? Qual o motivo dessa invisibilidade? Será que estão esquecendo que nós existimos? Será que nós temos culpa neste cenário?

Primeiramente, acredito ser importante salientar que a culpa não é nossa, pelo menos não de todo. Talvez tenhamos culpa por não irmos atrás de descobrir outras pessoas com deficiência na nossa região para propor eventos sobre nós, talvez tenhamos culpa por não agirmos mais ativamente em prol de nossas lutas. Mas como fazê-los, se na maioria das vezes apenas vivermos dia após dia já é uma luta árdua? Se precisamos sobreviver ao inúmero preconceito que passamos; precisamos sobreviver ao governo cortando o que pode e o que não pode dos nossos direitos; precisamos sobreviver às várias barreiras que o simples fato de ter uma deficiência acarreta no nosso dia a dia.

Então, não, a culpa não é nossa se as pessoas não pensam em nós, a culpa não é nossa se os ambientes não são acessíveis, a culpa não é nossa se a sociedade nos invisibiliza. Cada um luta com as armas (apenas figurativas, ok?) que tem. E, para encerrar essa reflexão, trago aqui uma fala de uma mulher negra em um destes eventos, adaptando-a para o nosso contexto: A luta contra o capacitismo não deve ser apenas das pessoas com deficiência, pois nós fazemos parte da sociedade, e se não houvesse pessoas sem deficiência, nós nunca teríamos essa definição. Bora unir nossas lutas!

Aléxia Steim

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En los últimos tiempos, he escuchado mucho sobre cómo hacer visibles las luchas sociales, como los derechos de las mujeres, los derechos de las personas negras, los derechos de las personas LGBT + ... He visto cómo se crean eventos, se proponen ruedas de conversación, se ocupan lugares de expresión ... Pero donde ¿Las personas con discapacidad están en este entorno? ¿Dónde hablas de discapacidades?

Raramente he visto, en medio de eventos diseñados para hablar sobre minorías, una rueda corta de charla sobre discapacidad. Entre dos días del evento, se tomaron treinta minutos para hablar sobre nuestros cuerpos, sobre nuestros derechos.

Con esto, me pregunto: ¿qué pasa? ¿Cuál es la razón de esta invisibilidad? ¿Se están olvidando de que existimos? ¿Tenemos la culpa en este escenario?

Primero, creo que es importante señalar que no es nuestra culpa, al menos en absoluto. Quizás tengamos la culpa de no ir después de encontrar a otras personas con discapacidad en nuestra región para proponer eventos sobre nosotros, quizás tengamos la culpa de no actuar más activamente en nuestras luchas. ¿Pero cómo hacerlos, si la mayoría de las veces vivimos día tras día ya es una lucha cuesta arriba? Si debemos sobrevivir al innumerable prejuicio por el que hemos pasado; Debemos sobrevivir al gobierno cortando lo que puede y no puede hacer de nuestros derechos; Necesitamos sobrevivir a las muchas barreras que simplemente implica tener una discapacidad en nuestra vida diaria.

Entonces, no, no es nuestra culpa si la gente no piensa en nosotros, no es nuestro si los entornos no son accesibles, no es nuestro si la sociedad nos hace invisibles. Cada uno lucha con las armas (solo figurativas, ¿de acuerdo?). Y para finalizar esta reflexión, traigo aquí un discurso de una mujer negra en uno de estos eventos, adaptándola a nuestro contexto: la lucha contra la capacidad no debe ser solo sobre personas con discapacidad, porque somos parte de la sociedad, y Si no hubiera personas sin discapacidades, nunca tendríamos esa definición. ¡Unámonos a nuestras peleas!

Aléxia Steim
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