Compreendemos a Inclusão quando refletimos sobre a sociedade Por Leandro Maciel

by - novembro 19, 2019


(Texto en español a continuación)


No percurso que tenho seguido na educação, sempre acabo refletindo sobre o significado de inclusão, para entender esse conceito me pego pensando sobre como é a sociedade que vivemos, e como ela afeta o acesso ao direito social.
Enquanto estou próximo a vivências de pessoas com deficiência, e reflito sobre a construção de práticas educativas inclusivas, chego às seguintes perguntas:
Será que eu desenvolvo práticas inclusivas? Até que ponto o trabalho que executo chega ao seu limite, e ultrapassa a minha disposição, com o momento de repensar sobre novas estratégias inclusivas, pois, a dinâmica da sociedade não para de se modificar.

Como contribuir cada vez mais na consolidação da inclusão?
Lembrando que as estratégias devem ser executadas coletivamente, com construção participativa.

Chego à reflexão que as ações não acabam, e que as estratégias se alteram a cada momento. Porque nós estamos em uma sociedade mercadológica, que invisibiliza o contexto social de todos, incluindo os PCD’s.


Como pensar a inclusão, esquecendo-se de refletir as particularidades de cada indivíduo? Ninguém realmente vai chegar com o manual padronizado sobre como incluir, principalmente porque vivemos uma luta constante pela sobrevivência enquanto trabalhadores, e essa resistência é conduzida pela violência estrutural direcionada pela acumulação de capital e seu caráter meritocrático. O que delimita quando somos capazes de conseguir/merecer, onde identificamos de perto quando presenciamos tentativas de entrada em uma universidade, ou de ser aprovado em um processo seletivo para uma vaga de emprego. Essa corrida não é ''justa'', porque os determinantes que auxiliam ou prejudicam nessas tentativas, não são iguais, eles se alteram, de acordo com fatores culturais e principalmente socioeconômicos.



Não é difícil entender que somos diferentes, e as relações são embasadas por diversas realidades sociais, sendo que os usuários de políticas públicas são infinitos de particularidades nessa sociedade, sendo presente as mulheres, população negra, pessoas com deficiência, e população LGBTQIA+, onde todos se encontram nos eixos de raça, etnia, gênero e sexualidades. Então não precisa inserir as pessoas em um contexto de padronização, principalmente na sua interação coletiva, em que você escolhe distanciar de vivências que são diversas, preferindo assim, executar o capacitismo que se direciona precisamente a pessoas com deficiência, porque você pensa que está em um padrão de normalidade, mas isso é violento e discriminatório.


Não entra na lógica da meritocracia, em que todos somos considerados iguais. Foge disso!
É a partir daí que alcançamos a compreensão das nossas particularidades para o acesso ao direito à educação. Quando descobrimos, que todos temos limitações sociais, econômicas e culturais e que tais são coletivas, enquanto trabalhadores que somos.

Leandro Maciel


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Entendemos la inclusión cuando reflexionamos sobre la sociedad.

En el curso que he seguido en educación, siempre termino reflexionando sobre el significado de la inclusión, para comprender este concepto me encuentro pensando en cómo la sociedad en la que vivimos y cómo afecta el acceso al derecho social.
A medida que me acerco a las experiencias de las personas con discapacidad y reflexiono sobre la construcción de prácticas educativas inclusivas, llego a las siguientes preguntas:
¿Desarrollo prácticas inclusivas? Hasta qué punto el trabajo que hago alcanza su límite, y más allá de mi alcance, con el momento de repensar nuevas estrategias inclusivas, porque la dinámica de la sociedad no deja de cambiar.

¿Cómo contribuir cada vez más a la consolidación de la inclusión?
Recordando que las estrategias deben ejecutarse colectivamente, con construcción participativa.

Llego a la reflexión de que las acciones no terminan y que las estrategias cambian a cada momento. Porque estamos en una sociedad de mercado que hace invisible el contexto social de todos, incluidos los PCD.

¿Cómo pensar en la inclusión, olvidando reflejar las particularidades de cada individuo? En realidad, nadie va a presentar el manual estandarizado sobre cómo incluirlo, principalmente porque vivimos una lucha constante por la supervivencia como trabajadores, y esta resistencia es impulsada por la violencia estructural impulsada por la acumulación de capital y su carácter meritocrático. Que delimita cuando podemos ganar / ganar, donde nos identificamos de cerca cuando vemos intentos de ingresar a una universidad, o pasar un proceso de selección de trabajo. Esta carrera no es '' justa '' porque los determinantes que ayudan u obstaculizan estos intentos no son los mismos, cambian de acuerdo con factores culturales y especialmente socioeconómicos.



No es difícil entender que somos diferentes, y las relaciones se basan en realidades sociales diferentes, y los usuarios de políticas públicas son infinitas de particularidades en esta sociedad, ya que están presentes mujeres, población negra, personas con discapacidad y población LGBTQIA +, donde todos se encuentran en los ejes de raza, etnia, género y sexualidad. Por lo tanto, no tiene que poner a las personas en un contexto de estandarización, especialmente en su interacción colectiva, donde elige distanciarse de las experiencias que son diversas, por lo que prefiere realizar el empoderamiento que se dirige precisamente a las personas con discapacidad, porque cree que está en un estándar de normalidad, pero esto es violento y discriminatorio.


No encaja en la lógica de la meritocracia, en la que todos somos considerados iguales. ¡Aléjate de eso!
Es a partir de ahí que llegamos a la comprensión de nuestras particularidades para el acceso al derecho a la educación. Cuando descubrimos que todos tenemos limitaciones sociales, económicas y culturales, somos colectivos como trabajadores quienes somos.

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