Sem Admiração, Queremos Equidade Por Silvana Gimenes

by - outubro 01, 2019


(Texto en español a continuación)

Vivemos tempos difíceis , tempos de superar ou sublimar determinadas situações ou mesmo posições que são criadas a revelia do nosso dia a dia , onde presenciamos a mudança constantes dos discursos acerca de qualquer tema seja do futebol de várzea até a nova teoria da relatividade. Hoje presenciamos discursos de negação do incontestável com as mirabolantes teorias dos que acreditam que na terra é plana e não redonda, e absurdo como esse perpassa pela questão dos direitos humanos .


Deste o inicio deste ano observo o ressurgimento de um discurso, que acredito que vocês já devem ter ouvido ou presenciado, com relação as pessoas com deficiência, aquele da valorização do esforço pessoal em superar algo , expressos nas frases “Nossa admiro tanto você, com tanta dificuldade você trabalhou , estudou’’ ou ainda “ Admiro que ela/ela mesmo com deficiência , é sempre alegre, forte bla bla bla.

Tais frases podem ser tidas ou ouvidas em contextos diferentes , por diversas pessoas de realidades dispares se referindo a sujeitos e situações diferentes , por exemplo “ apesar de ser da favela; mesmo sendo negro; pobre , refugiado, nordestino, mesmo sendo mulher, travesti , trans e por ai vai. Sim podemos trocar o sujeito , mas a essência ,o lugar de quem é alvo deste tipo de fala é que conta, ou seja o que importas e ressaltar que aquela pessoa se esforçou em muito para chegar ou fazer parte de um lugar que não é o seu.

Focando nas pessoas com deficiência , por muitos anos a mensagem recebida através destas frases se confundiam com o objetivo do emissor , que trazia no seu bojo o desejo de elogiar , enaltecer todo o esforça realizado pelas pessoas , mas também a sutileza de sempre apontar para um a separação entre os mundo que habitamos.

Esse tipo de discurso cria a ilusão de um superpoder que não se estabelece no dia a dia, que não altera a realidade, e que por vezes e nós distancia do objetivo central que é o exercício da cidadania , do pertencimento ao meio social, do direito ao trabalho, a educação ,cultura , prazer , a sexualidade como qualquer ser sobre a face da terra.

Avaliar o contexto destes discursos nós permite ponderar e reconhecer em muitos momentos os traços de um capacitismo velado, de uma forma educado de mostrar distancias atitudinal impostas com forma de dificultar nosso acesso. Isso me lembra a musica de Sandra de Sá que diz “Ninguém aqui é puro anjo ou demônio, Nem sabe a receita de viver feliz; Não dá pra separar o que é real do sonho”

Perdemos muito tempo envolvidos pelos elogios da superação , elogios que voltam a serem usados e nos colocam em lugares utópicos , sugerindo uma igualdade que não queremos , pois o que buscamos é a Equidade . Sim, pois quando falamos em igualdade entendemos esse palavra como dar as pessoas a mesma oportunidade para realizar as coisa/tarefas e com isso fortalecemos , a ideia de que o caminho é a superação , neste sentido não há justiça nisso , dificultamos a inclusão no sentido amplo .

Nosso movimento prega a inclusão irrestrita , onde a luta é pela equidade, que propõe como justo adaptar as oportunidade para tratar com igualdade os que são desiguais em algum sentido, minimizamos ou excluímos os efeitos das barreiras físicas, atitudinais , sociais , linguísticas .

Analisar falas e discursos que supostamente indicam um admiração ou mesmo o reconhecimento nos ajudam a enfrentar mais rapidamente o desejo da tutela ou do preconceito e agirmos abandonado por completo a ideia de “superar” , “provar” ,” ser forte” e nós tornamos humanos dialogando claramente com a” dor e a delicia de” sermos como somos , como diria Caetano Veloso.


Silvana Gimenes


No es de extrañar que queremos equidad.

Vivimos en tiempos difíciles, tiempos de superación o sublimación de ciertas situaciones o incluso posiciones que se crean por defecto en nuestra vida cotidiana, donde somos testigos del cambio constante de los discursos sobre cualquier tema, desde el fútbol aluvial hasta la nueva teoría de la relatividad. Hoy presenciamos discursos de negación de lo innegable con las teorías milagrosas de aquellos que creen que la tierra es plana y no redonda, y absurda, ya que esto impregna la cuestión de los derechos humanos.

Desde el comienzo de este año, observo el resurgimiento de un discurso, que creo que puede haber escuchado o presenciado, con respecto a las personas con discapacidad, la apreciación del esfuerzo personal para superar algo, expresado en las frases "¡Guau! Te admiro tanto. Has trabajado tanto, estudiado '' o 'admiro que ella / ella con discapacidades siempre es feliz, fuerte bla bla bla.

Dichas frases pueden ser escuchadas o escuchadas en diferentes contextos por diferentes personas de realidades dispares que se refieren a diferentes temas y situaciones, por ejemplo “a pesar de ser de la favela; incluso ser negro; pobre, refugiada, del noreste, incluso siendo mujer, travesti, trans, etc. Sí, podemos cambiar el tema, pero la esencia, el lugar del objetivo de este tipo de discurso es lo que cuenta, eso es lo que importa y enfatizar que esa persona se esforzó mucho por alcanzar o ser parte de un lugar que no es el el tuyo

Centrándose en las personas con discapacidad, durante muchos años el mensaje recibido a través de estas frases se confundió con el objetivo del remitente, que trajo en su núcleo el deseo de alabar, alabar todos los esfuerzos realizados por las personas, pero también la sutileza de señalar siempre un La separación entre los mundos que habitamos.

Este tipo de discurso crea la ilusión de una superpotencia que no se establece en la vida cotidiana, que no cambia la realidad, y que a veces nos distanciamos del objetivo central que es el ejercicio de la ciudadanía, pertenecer al entorno social, la ley. al trabajo, educación, cultura, placer, sexualidad como cualquier ser sobre la faz de la tierra.

Evaluar el contexto de estos discursos nos permite ser capaces de reconocer y reconocer en muchos momentos las características de un capacitismo velado, de una manera cortés de mostrar las distancias de actitud impuestas para dificultar nuestro acceso. Me recuerda a la canción de Sandra de Sá que dice: “Aquí nadie es puro ángel o demonio, ni conoce la receta para una vida feliz; No puedes separar lo que es real del sueño ".

Perdemos mucho tiempo involucrados en el cumplimiento de la superación, cumplidos que se utilizan nuevamente y nos colocan en lugares utópicos, lo que sugiere una igualdad que no queremos, porque lo que buscamos y Equidad. Sí, porque cuando hablamos de igualdad entendemos esta palabra como dar a las personas la misma oportunidad de lograr cosas / tareas y con eso fortalecemos la idea de que el camino está superando, en este sentido no hay justicia en eso, dificultamos la inclusión en el sentido. amplio

Nuestro movimiento predica la inclusión sin restricciones, donde la lucha es por la equidad, que propone como justo adaptar las oportunidades para tratar a aquellos que son desiguales en algún sentido, minimizando o excluyendo los efectos de las barreras físicas, de actitud, sociales y lingüísticas.

Analizar los discursos y los discursos que se supone que indican admiración o incluso reconocimiento nos ayudan a enfrentar más rápidamente el deseo de custodia o prejuicio y a actuar completamente abandonados ante la idea de "superar", "demostrar", "ser fuertes" y nos convertimos en humanos. dialogando claramente con el "dolor y el deleite" de ser como somos, como diría Caetano Veloso.

Silvana Gimenes

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