Dica de leitura: "Toda luz que não podemos ver", Anthony Doerr, Por Ieska Tubaldini

by - agosto 13, 2019


(Texto en español a continuación)


Acordo todos os dias e vivo minha vida. Você não faz a mesma coisa?"

Um dia eu estava fazendo uma lista das melhores autoras que eu tinha lido recentemente e percebi algo sintomático e, de certa forma, até um tanto preocupante: nada de temática, autoras ou personagens com deficiência.
Em qualquer fala sobre representatividade, de fato, constatamos a dificuldade de encontrar no cinema ou na literatura algum personagem que fuja do clichê superação e só esteja ali sendo como qualquer outro personagem mesmo.
Fiz o exercício de procurar, mentalmente, por personagens com deficiência com os quais já me deparei em outras leituras. Primeiro pensei em Marcelo Rubens Paiva em "Feliz Ano Velho", que eu li há (assustadores) 16 anos, para uma prova da escola - e amei.
Lembro que, na sabedoria permitida pelos meus 13 anos de idade, não encontrei identificação nenhuma com a obra.
Eu era uma pequena pré-adolescente que nunca nem havia beijado na boca ainda e mal se reconhecia como uma pessoa com deficiência, seria mesmo difícil me enxergar naquelas páginas e talvez hoje isso seria diferente, mas então… Então me lembrei do assunto do post de hoje. Prepare-se para se apaixonar por Marie-Laure.

Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr. Sem spoilers!

Marie-Laure é uma francesa que vivencia a invasão nazista em Paris ao início de sua adolescência. Filha do chaveiro responsável pelo Museu de História Natural, a menina foi criada ao redor dos livros, da arte e da história.
Aos 6 anos, Marie-Laure perdeu a visão e, a partir daí, seu pai se dedicou a criar formas de acessibilidade que permitissem maior autonomia a ela, como a construção de uma maquete do bairro no qual eles vivem, para que Marie-Laure possa memorizar os caminhos e se locomover sozinha pelas ruas.
Pai e filha fogem para Saint-Malo, na região da Bretanha, para se salvarem dos bombardeios que estão devastando Paris.
Ao mesmo tempo, na Alemanha, o jovem órfão Werner cresce com a irmã mais nova. Encantado por um rádio de pilha encontrado no lixo, Werner se torna especialista no aparelho, o que garante a ele uma vaga na escola nazista.
O que acontece com esses dois (tão queridos <3) personagens… você vai precisar ler para saber!

A experiência de leitura
Foi uma das leituras mais gostosas que já tive. Eu leio sempre em ebook, o que faz com que eu não tenha muita noção do tamanho real de cada livro. Quando comprei um exemplar físico para dar de presente e vi o quão gigante ele é, até me assustei. Por isso, não se deixe intimidar, certo? A leitura é fluida e a linguagem é muito leve, mesmo dentro de uma temática tão pesada como é a guerra.
Marie-Laure, incentivada pelo pai, busca uma vida simples e comum, adaptada à falta de visão, recusando-se a ser tratada diferente. Ela é, sem dúvida, a grande graça do livro, ainda que Werner não fique muito atrás. A obra também é recheada de personagens secundários fascinantes, como o pai, o tio e (meu queridinho) Frederick, amigo de Werner.
Esse sim foi um livro no qual eu encontrei muita representatividade e identificação, apesar de eu e Marie-Laure possuirmos deficiências tão diferentes. Independente disso, é uma leitura que tem tudo para agradar a todos e é, sem dúvida, um prato cheio para quem gosta de histórias de guerra.

E você aí, conhece "Toda luz que não podemos ver"? O que achou? Conte para a gente e até a próxima!

Ieska Tubaldini

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Consejo de lectura: "Toda la luz que no podemos ver", Anthony Doerr
 "Me despierto todos los días y vivo mi vida. ¿No haces lo mismo?"
 Un día estaba haciendo una lista de los mejores autores que había leído recientemente y noté algo sintomático y, en cierto modo, incluso un poco preocupante: sin temática, sin autores o personajes con discapacidad.
 En cualquier habla sobre representatividad, de hecho, constatamos la dificultad de encontrar en el cine o en la literatura a cualquier personaje que se escape del cliché del "ejemplo de superación" y que solo exista como cualquier otro personaje.
 Hice el ejercicio de buscar mentalmente personajes con discapacidades que he encontrado en otras lecturas.  Pensé primero en Marcelo Rubens Paiva en "Feliz Año Viejo", que leí hace (aterradores) 16 años para un examen escolar, y me encantó.
 Recuerdo que, en la sabiduría permitida por mis 13 años, no encontré identificación con la obra.
 Era una pequeña preadolescente que nunca había besado otra persona en la boca y poco se reconocía a sí misma como una persona discapacitada, sería muy difícil verme en esas páginas y tal vez hoy sería diferente, pero entonces... Entonces recordé el tema de la publicación de  hoy. Prepárate para enamorarte de Marie-Laure.
 Toda la luz que no podemos ver, por Anthony Doerr.  No hay spoilers!
 Marie-Laure es una francesa que vivencia la invasión nazi de París en su adolescencia.  Hija del llavero responsable del Museo de Historia Natural, la niña fue criada en torno a los libros, el arte y la historia. A los 6 años, Marie-Laure perdió la vista, y desde entonces su padre se dedicó a crear formas de accesibilidad que le permitieran una mayor autonomía, como la construcción de un modelo del barrio en el que viven, para que Marie-Laure pueda memorizar los caminos y moverse solo por las calles.
 Padre e hija huyen a Saint-Malo, en la región de Bretaña, para salvarse de los bombardeos que están devastando París.
 Al mismo tiempo, en Alemania, el joven huérfano Werner crece con su hermana menor.  Encantado por una radio portátil encontrado en la basura, Werner se convierte en un experto en el dispositivo, lo que le valió un lugar en la escuela nazi. ¿Qué les sucede a estos dos (tan queridos <3) personajes ... tendrás que leer para saber!
 La experiencia de lectura
 Fue una de las mejores lecturas que he tenido. Siempre leo en ebook, lo que me hace no tener mucha noción del tamaño real de cada libro. Cuando compré una copia física para regalar y vi cuán gigante es, incluso me asusté.  Así que no te dejes intimidar, ¿vale? La lectura es fluida y el lenguaje es muy ligero, incluso dentro de un tema tan pesado como la guerra.
 Marie-Laure, incentivada por su padre, busca una vida simple y ordinaria, adaptada a su falta de visión, negándose a recibir un trato diferente. Ella es, sin duda, la gran gracia del libro, a pesar de que Werner no se queda atrás.  La obra también está llena de fascinantes personajes secundarios, como el padre, el tío y (mi queridito) Frederick, amigo de Werner. Este fue un libro en el que encontré mucha representatividad e identificación, aunque Marie-Laure y yo tenemos discapacidades tan diferentes.  Aún así, es una lectura que tiene todo para complacer a todos y, sin duda, es ideal para aquellos a quienes les gustan las historias de guerra.
 ¿Y tu conoces "Toda la luz no podemos ver"?  ¿Que te parece el libro? ¡Cuéntanos y nos vemos la próxima vez!

Ieska Tubaldini

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