Porque o meu diferente assusta tanto assim? Por Heithor Duarte

by - junho 25, 2019


(em português)

Vivemos em um mundo que se esforça para fazer de pessoas ditas como diferentes incapazes. E por mais que você diga que não, que você é capaz, há certas correntes que puxam pra baixo, teimando em dizer que você pertence a aquele lugar.

Só quem é diferente sabe a dor que é se sentir diferente do “normal”.

Nunca a palavra “resistir” foi tão usada quanto nos últimos tempos, ainda mais no nosso país.
Mas nós, pcd’s, aprendemos a conviver com o “resistir” ecoando em nossas cabeças. E não é na teoria, é na prática mesmo. Temos sim que provar nosso valor nessa sociedade, querendo ou não. Provamos nosso valor fazendo coisas normais, como pegar um ônibus, enfrentar uma fila de banco, procurar um emprego. Mas sempre com olhares de negação, como se nossa presença fosse um erro. Eu mesmo sempre me senti um erro, um problema sem solução. Tendo em vista, que desde que me entendi como gente, ouço as pessoas em minha volta falando que nasci com um problema. Meu problema não teve “conserto”, tive que obrigatoriamente conviver com ele e com esse sentimento de inferioridade que a sociedade pôs nas minhas costas. Anos e anos,com cirurgias e muletas, consultas e hospitais, médicos e técnicas de me concertar. Mas a verdade, é que não há conserto para aquilo que não está errado, ou quebrado, ou danificado.

Eu nasci diferente, e quem não nasce? Porque o meu diferente assusta tanto assim?

Eu nasci diferente. Muito diferente e isso é ótimo. Todos os dias luto com a minha mente em silêncio pra continuar acreditando em mim. Depois de ouvirmos o “não” durante anos, aceitar o “sim” que merecemos, fica um tanto quanto complicado. Não somos vitimas ou guerreiros ou super-heróis. Somos pessoas normais, capazes, merecedoras e diferentes, sim.

Heithor Duarte

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(en español)

Vivimos en un mundo que se esfuerza por hacer que las personas denominadas diferentes sean incapaces. Y por más que digas que no, que sos capaz, hay ciertas corrientes que empujan hacia abajo, empecinadas en decir que pertenecés a ese lugar.

Sólo quien es diferente sabe lo doloroso que es sentirse diferente de lo "normal".

Nunca la palabra "resistir" fue tan usada como en los últimos tiempos, sobre todo en nuestro país. Pero nosotros, las personas con discapacidad, aprendemos a convivir con el "resistir" retumbando en nuestras cabezas. Y no es en la teoría, es mismo en la práctica. Tenemos que probar nuestro valor en esta sociedad, sí, queriendo o no. Probamos nuestro valor haciendo cosas normales, como tomar un ómnibus, encarar una fila en un banco, buscar empleo. Pero siempre con las miradas de negación, como si nuestra presencia fuera un error.

Yo mismo siempre me sentí como un error, un problema sin solución. Teniendo en cuenta que desde que tengo uso de razón, oigo a las personas a mi alrededor diciendo que nací con un problema. Mi problema no tuvo "arreglo", tuve que obligatoriamente convivir con él y con ese sentimiento de inferioridad que la sociedad me carga en la espalda. Años y años, con cirugías y muletas, consultas y hospitales, médicos y técnicas para arreglarme. Pero la verdad es que no hay arreglo para lo que no es un error, no está quebrado o dañado. Yo nací diferente, y quién no? Por qué mi diferente asusta tanto? Yo nací diferente. Muy diferente y eso es genial. Todos los días lucho en silencio con mi mente para continuar creyendo en mí. Después de oír los "no" durante años, aceptar el "sí" que merecemos, es un poco complicado. No somos víctimas o guerreros o superhéroes. Somos personas normales, capaces, merecedoras y diferentes, sí. Resistir para existir. Sabemos lo que es eso.


Heithor Duarte


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